Santiago… já cá Canta!!! Agora 2ª Parte: Finisterra

E não é que chegaram todos? E todos de Boa Saúde. BRAVO!!!

Agora já só falta a 2ª parte… FINISTERRA !!!

Até lá, descansem e usufruam!

Que saudades e que “inveja boa” de não estar aí.

Grande Abraço. Força. Até Breve.

Como planeado, o dia 29 (junho) foi destinado ao merecido descanço dos nossos companheiros ciclistas – peregrino. Por esse facto não houve a habitual e esperada crónica, da autoria do Companheiro Vale Rêgo, devidamente ilustrada com belas imagens da Companheira Dália.

No dia 30 os nossos peregrinos voltaram a pegar nas suas Bikes e fizeram-se à estrada… quer dizer, aos caminhos… pedregosos, difíceis e por vezes muito perigosos.

Para vos dar uma melhor e completa imagem do dia, aqui fica a habitual crónica diária.

Crónica do 8ºDia

30.jun.21

“Partida para realizar o percurso até Finisterra, que corresponde à única rota jacobeia com origem em Compostela. Ali, os peregrinos iam, desde a antiguidade, ver o sol mergulhar no mar, num espectáculo maravilhoso, considerando que esse ponto era o fim do mundo.

Nesta etapa, percorremos caminhos lindíssimos pelo meio de campos de milho, latadas de videiras, bosques frondosos, bonitas aldeias, espigueiros antigos, mas subidas íngremes e descidas perigosas, a exigir um esforço que não esperávamos.

Merece destaque, pela sua beleza, a vila de Ponte de Maceira, onde o rio Tambre, de forte caudal se desmorona em cascata e passa sob uma ponte do século XIII, muito bem conservada.

Depois de um bom almoço, rodámos para Mazaricos e, uma vez mais, enfrentámos um duro trajeto, que nunca esqueceremos quando, mais tarde, recordarmos esta viagem.

Alberto Vale Rêgo
Rotary Club de Setúba
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Santiago – Mazaricos
Ponte Maceira – Cº Frederico Nascimento (Foto Dália V.Rêgo))
Monte Maceira – Imagem maravilhosa (Foto Dália V. Rêgo)

E eis-nos chegados ao último dia de actividade por terras da Galiza.

Venha a Crónica Diária!

Crónica do 9ºDia

01.jul.21

“O último dia de viagem do Caminho, até Finisterra, iniciou-se com promessa de calor para um percurso prometido difícil. Na preparação da partida, a surpresa de não se terem carregado as baterias das bicicletas eléctricas foi um percalço nada bom. Venceu o espírito optimista e, a caminho se verá. De facto, a carga conseguida a meio trajeto não foi suficiente para um dos peregrinos que teve de ir a pé em forte subida.

E, a 15 km do fim, uma vala traiçoeira derrubou o José Flórido, que caiu mal e, mesmo não parecendo ter algo de grave, teve de desistir e continuar de carro.

Na parte final, paisagens deslumbrantes de serra e mar, maravilharam-nos e compensaram os dissabores da jornada. E a chegada ao km 0,00 em Finisterra, objectivo definido, fez sentir em cada um a sensação de missão cumprida e o orgulho de quem consegue terminar um projeto que, de tão difícil e exigente, parecia irrealizável.”

Alberto Vale Rêgo
Rotary Club de Setúba
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Finisterra Km 0 (zero). Frederico Nascimento e José Coelho (Foto: Dália V. Rêgo)

Apesar das vicicitudes, algumas das quais próprias das fases finais de provas de duríssimas condições, onde se “sente” o final de todos os esforços realizados, mesmo antes destes acabarem… tudo terminou sem consequências dramáticas para o grupo, embora para o Companheiro Flórido este seu último dia de “actividade pura” fique ainda mais presente pelas dores que ainda irá sentir por mais uns dias.

Crónica do 10º Dia

02.jul.21

“Terminado o Caminho Porto – Santiago – Finisterra, depois de visitarmos todos uma vez mais o km 0,00, para fixarmos bem a imagem mística do que esse marco representa, decidimos continuar, agora de carro, até ao Santuário de A Virxe da Barca, em Muxía, onde as pedras próximas do templo têm significados lendários. Diz-se que foi aqui que a Virgem chegou, numa barca de pedra, para encorajar o Apóstolo Tiago nos seus esforços de pregação. Uma das pedras, a de Abalar, diz-se que pertencia àquele barco. Das de Os Cadris, diz-se que curam doenças. Com o mar a bater-lhes, sente-se a energia especial da religiosidade do sítio.

E regressamos à estrada a caminho do Porto, todos em paz e com um sentimento de que somos mais amigos e mais solidários, agora com uma história comum a ligar-nos.”

Alberto Vale Rêgo
Rotary Club de Setúba
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Imagem Final (de Família…)

Crónica do 11 ºDia e última do Caminho pelo Núcleo Bike do Rotary Club de Setúbal. 

03.jul.21

“Pernoita no Porto. Aproveitamos todos para um levantar mais calmo e partimos já tarde da manhã para almoço em Coimbra, para o qual convidámos o Companheiro José Carvalho Rolim, até agora Presidente da Comissão Executiva da Fundação Rotária Portuguesa (FRP), continuando a sublinhar que foi como Rotários que fizemos o Caminho. Aqui, quisemos reconhecer a importância da FRP no apoio a projetos dos clubes nacionais, em particular, a vários de muito valor para a nossa comunidade setubalense.

Terminou a viagem. O ambiente de total harmonia, companheirismo, apoio para minorar as dificuldades, cooperação para se cumprir o objectivo, geraram neste grupo de peregrinos e apoiantes uma empatia e uma amizade, bem patentes na despedida emocionada e calorosa, que ficam como o maior e mais duradouro valor associado ao Caminho de Santiago pelo Núcleo Bike do Rotary Club de Setúbal.”

Alberto Vale Rêgo
Rotary Club de Setúba
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E assim terminou esta Primeira Aventura, que também nos deu momentos de muito prazer ao acompanharmos o que se ia passando dia a dia, e que acreditamos irá motivar a realização de muitas outras.

Estamos certos de que nunca terá sido tão apropriado terminar como agora, com as habituais frases das histórias de encantar, que fazemos votos venha a perdurar…

“… e todos viveram, por muitos anos, muito felizes”.

Vitória ! Vitória! Acabou a (esta) História!